Inferno de Everett
A teoria dos universos paralelos de Everett onde os eventos podem seguir alternativas reais em mundos diferentes nos universos paralelos à realidade abre-nos uma perspectiva real de entendimento da vida eterna.
Eventos num universo paralelo são possibilidades e não probabilidades de escolha de eventos alternativos que continuam a existir mesmo que no mundo real estes eventos tenham sido descartados, rejeitados, preteridos, malsucedidos.
Cada decisão não realizada segue o seu caminho particular no universo paralelo com todas as suas consequências particulares e determinísticas ocupando o seu lugar em outro mundo.
A existência da alma humana está relacionada à existência dos universos paralelos. Estes universos nunca se comunicam exceto com a morte física. A partir deste momento da morte física a alma vai perambulando nos universos paralelos percorrendo de volta os eventos vividos durante a fase anterior à morte corporal em eventos atemporais e intemporais dentro das possibilidades dos eventos vividos e as estes relacionados fortemente.
A existência do paraíso e do próprio inferno estão ligados às alternativas colocadas pelas vivências durante a vida física, por que são as únicas referências para a alma, ou para esta energia inteligente pós-morte. Quando se morre, fica-se prisioneiro das vivências passadas e em suas variações e alternativas, como no filme “De volta para o futuro”, eternamente preso ao cenário vivido, bom ou mau, ou a ambos.
As alternativas dos universos paralelos de cada indivíduo são desmembradas em fatos e atos vividos no passado que determinam as possibilidades criadas e oferecidas durante a existência física de cada pessoa durante a sua vida.
Se as pessoas em vida criaram alternativas boas e agradáveis durante a sua existência, passarão a eternidade percorrendo a estes desmembramentos em todas as suas possibilidades; ao contrário, se as pessoas vivenciaram situações desagradáveis os seus desdobramentos serão a sua eterna variação de desmembramentos de sua existência nos universos paralelos. Presas para sempre nestes eventos.
sexta-feira, 17 de junho de 2016
quarta-feira, 9 de março de 2016
O imperialismo americano e o Plano Marshal: uma lição nunca aprendida
disponivel na AMAZON.COM livros de autoria de prof Msc Roberto da Silva Rocha
Revista da Convergência
Luziânia, 25 de agosto de 2015
Como americanizaram o mundo depois da Segunda Guerra Mundial
Norte americanos fracassaram quando tentaram americanizar o mundo apenas quando tentaram transformar a sua campanha internacionalista em guerra ao comunismo, para descobrir que mais à frente teria que declarar outra frente ideológica de guerra ao imperialismo russo-chinês, e agora se ve obrigado a declarar guerra ao islamismo. Foram três frentes? Comunismo, imperialismo e religião?
A resposta não é simples.
Reunir os inimigos em uma frente e designar um nome e um objetivo são essenciais para uma democracia liberal protestante cristã poder motivar a população, convencer as forças no congresso e justificar moralmente a guerra.
O objetivo de todo império é a dominação mundial. Os EUA já o tem, através do dólar. Mas, os políticos e os generais americanos ainda não sabem disso.
A partir desta e de outra posição equivocada desperdiçam vidas, tempo e recursos e por isso colocam todo o mais a perder, inutilmente e desnecessariamente.
Foi a coalisão pós guerra, - segunda grande guerra, que casualmente, e de modo não previsto e não antecipado pelos estrategistas norteamericanos, justificados pela outra guerra, a guerra fria, - que imediatamente os inimigos da humanidade se tornaram num piscar de olhos os seus esteios na política de paz internacional, Alemanha e Japão, na luta contra a União Soviética e China Comunista.
Não se sabia na ocasião que a luta do império americano não deveria ter sido essa. Agora se sabe que os comunas nunca foram os seus inimigos. Coitado do Vietnã, Camboja, Coréia, Tailândia, Rússia e China que tiveram e que enfrentarem em guerras quentes e guerras frias, desnecessariamente a Europa e os EUA e seus caudais menores arrastados para a fogueira equivocada, causando dissenções entre países do terceiro mundo que viram no socialismo a ponte mais rápida para o bem estar social que somente o capitalismo de mercado realizou até hoje na civilização terrestre.
A estratégia de Washington mirou no que viu e acertou no que não viu. Foi a reconstrução da Europa e do Japão que garantiram o império Americano, não a guerra fria nem as guerras no sudoeste asiático.
Plano Marshall, este fora o criador do maior império de que se tem notícia na história da humanidade.
Lição não conhecida, acreditava Washington que lutara na guerra fria, mas a vitória foi ganha no plano Marshall. O dólar norteamericano sobrestou não somente a libra esterlina como todas as moedas, só agora o Euro e o BRICS e o seu sistema de bancos ainda em criação começam a estabelecer a verdadeira ameaça ao império americano, que jamais conheceu da ameaça do comunismo ou do islamismo.
Vivemos desde sempre dois mundos. Os dois únicos possíveis segundo Heinrich Karl Marx: o mundo dos ricos e o outro, o mundo dos pobres. Heinrich Karl Marx já tinha fornecido a pista mas Washington não lê o velho Karl.
Pessoas satisfeitas, com a barriga cheia de comida, ruas sem mendigos, e famílias felizes são o único antídoto contra todos os extremismos: contra o comunismo, contra o islamismo, contra o pentecostismo, contra o sindicalismo, contra o caudilhismo, contra ditaduras, contra os radicalismos, contra os fundamentalismos, assim, a miséria é a maior fomentadora das revoluções e dos governos instáveis antiamericanos por tudo que a América representa, não como império, mas como o lugar de sonho dos oprimidos famintos do mundo inteiro.
Agora que fora identificada a verdadeira ameaça aos valores democráticos e à liberdade, resta reconhecer que acabar com a miséria é acabar com o comunismo, pentecostismo, islamismo, e todos os ismos da exacerbação emocional, política e econômica. Washington passou bem perto. Não viu a solução que ela mesmo inventou, e que poderia ter evitado a Segunda Guerra mundial e a Primeira Guerra Fria. Pessoas satisfeitas não deixam o governo ir à guerra nem se envolvem em extremismos inúteis e dispendiosos.
Agora não adianta tentar entender homens bomba, onze de setembro, Hafez Assad, Bin Laden, Saddan Hussein, Hitler, nenhum destes teriam terreno tão fértil como se encontra em um país miserável e abandonado aos maus políticos demagogos e egoístas.
Início do artigo “Free vehicle bill off sale”
Fontes: [1] TomDispatch, autor: Andrew J. Bacevich :: [2] Asia Times Online, autor: M.K. Bhadrakumar :: [3] RT, autor: Pepe Escobar
Recordemos que, quando os EUA lançaram sua Guerra Global ao Terrorismo logo depois do 11 de setembro, o lançamento acompanhava uma agenda grandiosa. As forças norte-americanas imporiam dali em diante, a todos, um conjunto específico e exaltado de valores. Durante o primeiro mandato do presidente George W. Bush, sua “agenda liberdade” constituía o alicerce ou, no mínimo, a justificativa, da política norte-americana.
O tiroteio só pararia, Bush jurava, quando países como o Afeganistão tivessem aprendido a não dar abrigo a terroristas anti-EUA, e países como o Iraque tivessem parado de encorajá-los. Alcançar esse objetivo significava que os habitantes desses países teriam de mudar. Afegãos e iraquianos, seguidos na devida ordem dos fatos por sírios, líbios, iranianos e incontáveis outros povos abraçariam a democracia, todos os direitos humanos e o estado de direito, ou seriam dinamitados. Pela ação concertada do poder dos EUA, todos esses países seriam tornados outros – mais assemelhados aos EUA e mais inclinados a concordar conosco. Cada vez menos Meca e Medina, cada vez mais “nós defendemos essas verdades” e “do povo, pelo povo”.
Nisso Bush e outros do seu círculo mais íntimo juravam crer. No mínimo, alguns deles, provavelmente até o próprio Bush, talvez realmente cressem.
A história, pelo menos os fragmentos e pedaços que os norte-americanos viram acontecer, parecia confirmar tais expectativas, com um mínimo de plausibilidade.
Semelhante transferência de valores já não acontecera, sem tirar nem pôr, depois da 2ª Guerra Mundial, quando as derrotadas Potências do Eixo tão rapidamente se atiraram ao colo do lado vencedor?
Já não acontecera também nos estertores da Guerra Fria, quando comunistas comprometidos sucumbiam à sedução do consumismo e da distribuição trimestral de lucros?
Se o mix apropriado de sedução e coerção lhes fosse servido, afegãos e iraquianos, eles também, com certeza seguiriam o mesmo caminho que antes bons alemães e lépidos japoneses seguiram e que, depois, também tchecos cansados de repressão e chineses cansados de só desejar também seguiram.
Uma vez libertados, afegãos e iraquianos gratos se alinhariam também a uma concepção de modernidade da qual os EUA haviam sido pioneiros e hoje exemplificam.
Para que essa transformação acontecesse, contudo, os restos acumulados de convenções sociais e arranjos políticos que tanto haviam retardado o progresso teriam de ser varridos para bem longe. Esse era o objetivo que as invasões do Afeganistão (Operação Liberdade Duradoura!) e do Iraque (Operação Liberdade Iraquiana!) foram concebidas para atingir num só golpe, por militares como o mundo jamais antes vira (bastaria ouvir o que Washington dizia). Power of War, POW, Poder da Guerra!
Por extensão, em circunstâncias nas quais as forças dos EUA são demonstradamente incapazes de vencer guerra alguma, ou onde os norte-americanos se neguem a admitir qualquer gasto adicional de sangue norte-americano – hoje, no Oriente Médio Expandido, as duas condições acima se aplicam -, a conclusão será que nada temos de fazer lá (seja onde for).
Fingir que alguma outra coisa seria melhor solução é jogar dinheiro bom onde já se perdeu dinheiro ruim, como um famoso general norte-americano disse certa vez, para guerrear (ainda que indiretamente) “a guerra errada, no lugar errado, na hora errada e contra o inimigo errado.” É o que os EUA vimos fazendo já há várias décadas em grande parte do mundo islâmico.
Fim do artigo epigrafado....
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