quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Futebol da sorte demais

disponivel na AMAZON.COM  livros de autoria de prof Msc Roberto da Silva Rocha


A maior farsa da História da Humanidade Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político A maior de todas as corrupções não é na política É verdade que os políticos estão na vanguarda quando se fala de corrupção. Mas, por outro lado, imagine você se alguém lhe dissesse que ganhou em sorteios da Megasena 200 vezes seguidas. Isso já aconteceu na política, como farsa, é claro. Mas, o que diria alguém de um caso mais escabroso de um vencedor que ganha há mais de 50 anos seguidamente? É assim que funciona o futebol profissional no Brasil. Veja que em meus 56 anos de vida cansei de esperar por uma mudança do ranking dos quatro maiores times de futebol do Rio de Janeiro, melhor dizendo, dos quatro vencedores natos do futebol carioca. Apenas para argumentar; o mesmo se pode dizer em São Paulo, em Minas Gerais, em Rio Grande do Sul. O que se vê é que contrariando a ciência da Estatística, os quatro grandes são ocupantes vitalícios do olimpo futebolístico, a saber: Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo. Não venham dizer que é questão de escala ou de investimentos. É muito mais que isso: é muita sorte que os outros times não têm, como, por exemplo: Bangu, Canto do Rio, Friburguense, Cabofriense, Campo Grande, América os quais nunca, repito, nunca chegam a figurar entre os grandes times. Neste caso a mão-invisível do acaso é muito conspícua. Vai ter azar assim no inferno! Futebol e as Suas cretinices Não fora a brilhante ideia das guerras de torcidas invenção de Nelson Rodrigues e de Ary Barroso e o futebol ainda seria em Brasil um esporte da elite, como o povão vê o Tênis e o Golf. Então, cria-se um novo critério totalmente arbitrário, subjetivo e inescrupuloso para trazer a emoção que fugia. Criou-se uma linha imaginária, invisível, intangível e fugaz que apenas o juiz tem a capacidade extraordinária e extraordinária talvez extra sensorial de percebê-la. Ela está lá, só o juiz pode dizer quem a ultrapassar durante o jogo. Como se não fossem suficientes as expulsões, as faltas graves e as assinalações duvidáveis e inacreditáveis, a marcação da linha de impedimento do atacante traz ao futebol o fator espiritual anômico ao emocionante esporte. Na ciência que estuda o acaso, a Estatística, não existem as probabilidades 100% nem 0%, mas, o futebol profissional desmente este axioma matemático. Compreendo as paixões que despertam nos torcedores a trajetória histórica destas instituições, que as obriga a não se encaixarem em qualquer lógica matemática, mas os casos inúmeros de pequenas e grandes fraudes, no final resultam na alteração das expectativas matemáticas, mais ainda, nas esperanças estatísticas. Nem o melhor matemático do mundo conseguiria explicar este fenômeno, onde tudo é muito previsível, visto que as variáveis estão todas sob controle, e não é do controle emocional; interesses sociológicos, políticos, financeiros, geopolíticos, de Estado, eleitorais, de segurança pública, étnicos, sexuais, estão todos entrelaçados impedindo que o acaso decida as relações históricas, fazendo com que a História se repita, contrariando a Dialética, essa História que se repete como uma farsa muito desejada e ansiosamente esperada.

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