quarta-feira, 3 de junho de 2020

Desemaranhamento bíblico




disponivel na AMAZON.COM  livros de autoria de prof Msc Roberto da Silva


 RochaDesemaranhamento bíblico 

 Um certo biblista russo escreveu, e lançou, seu livro baseado em seu escrutínio sobre a Bíblia de onde extraiu cerca de 5000 contradições. Vou lhes dar um crédito precário e provisório. Já percorri alguns deles perfeitamente corretos. O que há de errado nisso? Absolutamente nada! Da mesma forma que não sabemos exatamente como, e se, Hitler está morto; com certeza. Ou, se, e quando, Bin Laden está morto. Quem descobriu o Brasil ? tem os chineses e mais uma lista de candidatos que contém os nomes de navegadores que foram para o Oeste no Atlântico seguindo a pista de Américo Vespúcio, Cristóvão Colombo e Fernão de Magalhães. Estiveram na Ilha de Marajó: o português Bartolomeu Dias; Vincente Pinzon, espanhol; Duarte Pacheco Pereira; e, Pedro Álvares Cabral. Nem sabemos qual foi o primeiro computador eletrônico: se foi na Universidade de Pensilvânia com o Eniac 500, ou se foi o da universidade de Harvard o Univac? Quem inventou e voou primeiro em uma aeronave: se foi o brasileiro Alberto Santos Dumont ou os irmãos americanos Wilbur e Orville Wright? Quem primeiro descobriu o vírus da Aids: se foi o instituto Pasteur em Paris, ou o Gallo de Nova York? A história é o conjunto de relatos dos fatos importantes. Qual a autoridade que determina o que é fato importante, para merecer o registro na história? E, o que é fato importante? Então, para estudar a bíblia é preciso entender da estrutura e fisiologia sob textos sagrados. Como foi composta esta coleção com 78 livros na versão ortodoxa, com 73 na versão apostólica católica romana e 66 na versão protestante pós Martinho Lutero que retirou desta sete livros? Desde então Constantino - o imperador romano apaixonado pelo cristianismo de sua mãe - organizou o famoso concilio de Niceia, na Turquia, para selecionar os livros e textos da Bíblia. Em 324 d.C. foi encerrada a composição pela primeira vez. A composição da Bíblia durou dois milênios e meio como obra inacabada enquanto uma coleção de papiros e de pergaminhos. Não era possível imaginar que há quatro mil anos algum visionário ou vidente iria prever que um dia iria se ajuntar um conunto aleatório de documentos e dar uma conexão entre eles que vieram de épocas e línguas diversas de mais de quarenta autores diversos a maioria sequer conhecendo as obras de outrem. Em segundo lugar temos que considerar a dificuldade para se recuperar e registrar os textos dada a precariedade de pessoas que eram especialistas em escrita, que eram uma em cada cem mil pessoas, que sabiam ler e escrever, dado que as escolas só surgiram na Grécia dos filósofos. pessoas chamadas escribas eram treinadas nisto, os segredos da escritura, pelos sábios e burocratas, que eram escolhidos e treinados apenas para assumir o cargo com a morte do titular, selecionados como aprendizes desde o berço, como Moisés. Então tivemos o período Anterior a Abraão onde não existia o povo e nação de Israel. Depois veio a era de José no Egito. Depois veio a era de Moisés. Estamos nos referindo apenas as eras bíblicas que não se coincidem com o registrado por historiadores seculares. Considerando a história cristã apenas a linha de tempo passa pelas eras: abraânica, josética. Depois mosaica. Para facilitar o entendimento fazemos o registro aqui das circunstâncias mais gerais antropológicas de civilizações que se cruzaram e se sucederam em três milênios. A terceira coisa é considerar as consequências de reunião de textos sem conexão editorial e esperar um fio condutor que costure as narrativas e garantir um mínimo de integridade. Isso foi conseguido segundo os objetivos do organizador. CONSTANTINO. Qual era esse objetivo? Se não o de preservação de todo o testemunho das versões e de diversidade de leituras que regitram fielmente a perspectiva de concepções de mundo ao longo da linha do tempo. Se você não tiver esta diretiva nunca vai compreender o sentimento e o sentido da época ali registrado. Violando o sentido original e destruindo o ambiente e as circunstâncias e contingências é impor a sua própria percepção de outra realidade abstraindo todo o momento passado em que se deram os fatos ali descritos. Isto inclui a proposta de narrativa e a expressão e formulação sintática própria da comunicação das eras. Não se pode abstrair costumes e comportamento social e político a partir de regras pós biblicas sob o risco de corromper e descaracterizar as circunstâncias falsificando a narrativa e retirando a condição de coerência interna e a validação dos fatos. Fazer um exercício de salto epistemológico aqui é desaconselhável. Destrói a verdade e a submete a um moralismo ideológico artificial. A evolução filológica das palavras vai sendo percebida para um estudioso atento que aprendeu a identificar as eras e as civilizações distintamente. O vocabulário se presta para ser compreendido se respeitadas as condições históricas e culturais. Contextualizar cada livro da Bíblia na linha de tempo histórico é o justo juízo para a assimilação perfeita dos textos à prova de qualquer exame criterioso. O que não vai escrito no compêndio sacro deve ser respeitado agora em função do teste mais rigoroso que existe que é a resiliência de tempo. Se o tempo não serve de juiz para a depuração e decantação então vamos dar mais tempo. Não há verdade suficiente capaz de modificar o passado porque o passado é inatingível e intangível. Nenhuma leitura vai modificar o caráter de Simão Pedro. um bajulador, mentiroso e ambicioso. Homem arrogante e pretencioso. Queria sempre estar à frente de Cristo. Tanto que depois de sua morte faz a heresia em Atos 10 e revolve as sagradas leis de Moisés sobre alimentos impuros e ali naquela altura dos fatos e na ausência de Cristo funda uma nova seita para concorrer com o judaísmo, com o farisaismo e com os saduceus: o "Caminho" , apelido depois chamado de outro nome lá em Antioquia : de Cristianismo. Essa seita que Cristo jamais conheceu foi idéia de Pedro e Cornelius seguida por Matheus, Lucas, Paulo. Mas não foi seguida por Tiago, Judas e João. Pedro e Cornelius não entendendo nada ou ignorando os fatos desde Abraão quando Deus Yaweh escolheu um povo para si a partir de descendentes de Abraão da mesma forma Cristo pregava apenas dentro das sinagogas e apenas na Judéia, Galiléia e palestina. Nada sobre céu e inferno se refere aos não judeus. Porque o céu é apenas uma sinagoga para os 144 mil escolhidos do povo santo. Não é um lugar de farra e prazeres. Apenas um lugar de oração e de louvores.

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