terça-feira, 22 de setembro de 2015

DCM Fim da PLim Plim?

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O Uber da TV: como a Netflix está sangrando a televisão no Brasil. Por Kiko Nogueira Email Tweet Postado em 15 ago 2015 por : Kiko Nogueira netflix tv Silvio Santos fez uma piada há alguns meses que virou notícia pelos motivos certos e pelos errados. Em seu dominical, admitiu: “Eu não vejo televisão. Só assisto cinema”, disse. “Eu tô vendo uma série muito boa, ‘Bíblia’. Assista, tem na Netflix”. Pediu uma assinatura, ganhou, virou manchete. Mas foi a primeira vez, provavelmente no planeta, em que um dono de TV confessa o óbvio: cada vez mais gente como ele prefere os canais na internet. Uma pesquisa do final do ano passado do instituto Nielsen constatou que o uso tradicional da TV nos EUA caiu 10,6% entre pessoas de 18 a 34 anos. No Brasil, um levantamento do Google com homens e mulheres entre 14 e 55 anos concluiu que 24% delas passam metade do tempo na internet assistindo vídeos. A tendência é de alta. Basta ver o que ocorre na sua casa. O Brasil está entre os mercados mais importantes para a Netflix, atrás de EUA, Canadá e Reino Unido. Há quatro anos em operação aqui, calcula-se que tenha pelo menos 2,5 milhões de assinantes no país. O faturamento, de acordo com a companhia, deve ser de mais de 500 milhões de reais neste ano. Cresce exponencialmente. Em julho de 2014, o total mundial era de 50 milhões de assinantes. Atualmente, são 65 milhões. Recentemente foi anunciada uma operação em Cuba. Está sendo chamada, por executivos nas TVs, de Uber, o aplicativo que acabou com a vida dos taxistas. É um caminho sem volta, especialmente para a Globo. Um amigo jornalista americano, radicado em São Paulo, contou que uma das coisas que mais o impressionaram aqui foi o tamanho da Globo com relação à concorrência (ou falta dela). “Isso não é capitalismo”, disse. “É uma aberração”. Por suas dimensões, o tombo tende a ser pior. Audiências em queda livre — quem imaginou o Fantástico com 17%? –, tentativas inúteis de reverter uma situação irreversível. Em 2014, numa visita ao Rio, o principal executivo da Netflix comentou sobre a ausência de atrações da Globo no canal. “É uma situação única no mundo. É a única grande rede de televisão que não negocia com a gente”, afirmou Ted Sarandos. “Acho que eles têm medo de que vamos canibalizar o negócio deles”. A emissora carioca optou por uma plataforma chamada Globo TV+, que ninguém sabe, ninguém viu. Com diversas opções no cardápio nos serviços por streaming, ficou evidente também o baixo nível da produção da Globo. Qualquer cidadão medianamente educado que veja um seriado — e não precisa ser algo de primeira classe como “House of Cards” ou “Breaking Bad” — tem um choque com uma telenovela (não precisamos entrar no lixo de “Big Brother” ou “Esquenta”). Atores ruins, texto vagabundo, falta de nexo… Sempre foi assim, você se pergunta? “O Astro” era isso? “Gabriela Cravo e Canela” era isso? “O Bem Amado” era isso? Janete Clair era isso? Provavelmente, sim, embora sua memória afetiva insista que naquele tempo era melhor. Na verdade, como ninguém tinha condições de comparar com nada, engolia-se a papagaiada embrulhada no tal “padrão de qualidade”. Se tivessem juízo, elencos, diretores e autores veriam um único episódio de “Better Caul Saul” e ajoelhariam no milho até parir algo decente. Como o negócio é tentar manter o Ibope — inutilmente –, parte-se para o vale tudo. É uma queda lenta, mas inexorável. Como gosta o grande senador Aloysio Nunes, a internet está sangrando a Globo. (Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui). Sobre o Autor Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

PT: o partido que mudou o Brasil

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O PT, Partido dos Trabalhadores veio para mudar a política e o Brasil Fundado por sindicalistas e ex-militantes das guerrilhas de esquerda que diziam lutar contra a ditadura militar no Brasil, em que pese que pregavam a doutrina marxista da ditadura do proletariado, este partido se utilizou das mesmas estratégias dos seus militantes que durante o período da luta armada pra implantação da ditadura do proletariado na sua considerada por eles como a luta de classes entre as duas classes de interesses inconciliáveis, segundo Marx, os proletariados e os capitalistas. Em sendo assim declarada a luta de classes somente restariam duas estratégias, segundo Gramsci: a guerra de posições ou a guerra de movimento. O PT tentou os dois caminhos, no debate e embate público defendendo e argumentando sem parar contra os seus opositores, com argumentos nem sempre claros e convincentes, mas a prioridade é a guerra de movimento onde o PT ainda utiliza dos mesmos fatos e atos dos guerrilheiros, sequestros de autoridades e capitalistas, expropriação de bens e capitais para financiar a política, o engodo, o roubo, o aliciamento de poderes, a cooptação de agentes na máquina pública, o controle e monopólio da comunicação de massa e da informação e seus meios e mídias. Agora desmascarado pela operação Lava a Jato, não se sente desmoralizado nem envergonhado pelos métodos revelados para a implantação do comunismo de vez que todas as instituições do capitalismo como o judiciário, por exemplo, não tem legitimidade, neste caso os fins justificam todos os meios para se manterem no poder e implementarem a ditadura do proletariado. Nos países que experimentaram esta espécie de igualitarismo material, patrimonial e monetário todos ficaram pobres. Ao invés de acabarem com a pobreza acabaram com os ricos e com a riqueza. Destruíram a capacidade de produção industrial e os investimentos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Futebol da sorte demais

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A maior farsa da História da Humanidade Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político A maior de todas as corrupções não é na política É verdade que os políticos estão na vanguarda quando se fala de corrupção. Mas, por outro lado, imagine você se alguém lhe dissesse que ganhou em sorteios da Megasena 200 vezes seguidas. Isso já aconteceu na política, como farsa, é claro. Mas, o que diria alguém de um caso mais escabroso de um vencedor que ganha há mais de 50 anos seguidamente? É assim que funciona o futebol profissional no Brasil. Veja que em meus 56 anos de vida cansei de esperar por uma mudança do ranking dos quatro maiores times de futebol do Rio de Janeiro, melhor dizendo, dos quatro vencedores natos do futebol carioca. Apenas para argumentar; o mesmo se pode dizer em São Paulo, em Minas Gerais, em Rio Grande do Sul. O que se vê é que contrariando a ciência da Estatística, os quatro grandes são ocupantes vitalícios do olimpo futebolístico, a saber: Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo. Não venham dizer que é questão de escala ou de investimentos. É muito mais que isso: é muita sorte que os outros times não têm, como, por exemplo: Bangu, Canto do Rio, Friburguense, Cabofriense, Campo Grande, América os quais nunca, repito, nunca chegam a figurar entre os grandes times. Neste caso a mão-invisível do acaso é muito conspícua. Vai ter azar assim no inferno! Futebol e as Suas cretinices Não fora a brilhante ideia das guerras de torcidas invenção de Nelson Rodrigues e de Ary Barroso e o futebol ainda seria em Brasil um esporte da elite, como o povão vê o Tênis e o Golf. Então, cria-se um novo critério totalmente arbitrário, subjetivo e inescrupuloso para trazer a emoção que fugia. Criou-se uma linha imaginária, invisível, intangível e fugaz que apenas o juiz tem a capacidade extraordinária e extraordinária talvez extra sensorial de percebê-la. Ela está lá, só o juiz pode dizer quem a ultrapassar durante o jogo. Como se não fossem suficientes as expulsões, as faltas graves e as assinalações duvidáveis e inacreditáveis, a marcação da linha de impedimento do atacante traz ao futebol o fator espiritual anômico ao emocionante esporte. Na ciência que estuda o acaso, a Estatística, não existem as probabilidades 100% nem 0%, mas, o futebol profissional desmente este axioma matemático. Compreendo as paixões que despertam nos torcedores a trajetória histórica destas instituições, que as obriga a não se encaixarem em qualquer lógica matemática, mas os casos inúmeros de pequenas e grandes fraudes, no final resultam na alteração das expectativas matemáticas, mais ainda, nas esperanças estatísticas. Nem o melhor matemático do mundo conseguiria explicar este fenômeno, onde tudo é muito previsível, visto que as variáveis estão todas sob controle, e não é do controle emocional; interesses sociológicos, políticos, financeiros, geopolíticos, de Estado, eleitorais, de segurança pública, étnicos, sexuais, estão todos entrelaçados impedindo que o acaso decida as relações históricas, fazendo com que a História se repita, contrariando a Dialética, essa História que se repete como uma farsa muito desejada e ansiosamente esperada.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Presidenta, rainha está nua

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O Rei está nú Ao contrário da fábula, onde ninguém no reino tinha a coragem de alertar o poderoso e temível majestoso de que ele estava nú, aqui na Macunaímalândia alguém que diga à nosso digna governanta que esta já morreu. Esta alma perambulante ainda não aceita a sua própria desencarnação, enquanto os seus entes e afetos evitam comentar que alguém terá que cuidar das exéquias da falecida e solicitar ao médico a declaração de morte. A longa expectativa da declaração de morte encefálica liquidaria a incerteza e nos deixaria a todos menos perplexos e congelados como já ficamos durante aqueles históricos 30 dias que paralizaram o Brasil antes do anúncio oficial da morte de Tancredo Neves. Foi preciso marcar o dia e o momento do dia para oficialmente morrermos o quase presidente eleito Tancredo Neves. Como é difícil falecer a um político importante! Quando e quantas vezes morre uma celebridade! Não é assim de repente, tem que preparar devidamente todos os meios de comunicação para entrarem prontos nas ondas eletromagnéticas de transmissão das informações em todos os modais e plataformas, prevenir todas as mídias e canais de comunicação independentemente dos suportes de telecomunicação e das mais variadas formas de intercomunicação para que ninguém fure a notícia e que se desmintam todos os desmentidos oficialmente. Os mortos vivos formam uma galeria impressionante de ectoplasmas que parecem vivos e interagem conosco e recebem muitas homenagens póstumas e tem o privilégio de ensaiarem o seu próprio velório em sua semivida. Assim vimos desencarnarem diante dos nossos olhos pessoas já há muito falecidas como Dercy Gonçalves, Sílvio Santos, Hebe Camargo, Roberto Carlos, Roberto Marinho, Emerson Fittipaldi, Cauby Peixoto, Ulisses Guimarães, enfim são pessoas que não queriam desencarnar e as suas almas já estariam com uma parte ocupando o mundo das almas e os seus corpos exaustos e teimosos ainda insistiam em abrigar uma alma sedenta pela libertação das limitações do corpo material. Só nos restava agradecer a estas pessoas e nos despedirmos delas todos os dias e mentalmente ensaiarmos a saudade delas no dia oficial de seu embarque, ou desenlace terreno. Mas os mortos vivos nos incomodam, porque não sabemos o que fazer com seus corpos ainda respirando, não podemos antecipar a sua separação astral, é crime, mas a sua missão aqui na terra já fora cumprida, está encerrada, nada mais resta aqui para fazerem, nos despedimos deles sempre que temos oportunidade, falamos de suas vidas sempre no passado como se já tivessem mortos há muito, eles falam muito dos velhos tempos, nos enchem com as suas glórias do passado, nós lhes damos muitas indiretas, fazemos homenagens as mais diversas, mandamos recados, enfim até os ignoramos. Mas teimosamente se agarram do lado de cá enquanto a sua alma já deseja o lado de lá da eternidade. Desapega, alma penada! Todos queremos apenas saudades, mas não necessariamente a companhia já desgastada pelo tempo, sua imagem encanecida pelo tempo e pela vida. Ficando aqui prolongando a sua passagem podem comprometer a sua imagem para a posteridade, porque uma alma semiencarnada não tem muito do tirocínio dos humanos. Durante todo o tempo em que a Presidenta aparecia na beira da porta aberta do avião presidencial em pleno voo, segurando uma granada explosiva sem o pino de segurança, se arriscando a seis mil pés de altitude e à velocidade de novecentos quilômetros por hora, sem paraquedas e sem cinto de segurança, mostrando a todos a sua coragem e sua capacidade de resistir aos perigos mais radicais, o mundo interpretava equivocadamente aquele ato como tentativa de suicídio. Longe dela tal decisão, quem sobreviveu aos porões do DOI-CODI não iria morrer afogada no balde de praia. Estamos esperando o anúncio oficial de sua passagem mas a burocracia ainda não reconheceu o seu falecimento. Mas ela jaz morta, e ninguém toma a devida iniciativa de anunciar a todos o acontecido. Sua alma ainda vaga pelos palácios republicanos da Justiça, do Planalto ou do Itamaraty que apesar de serem chamados de palácios não possuem ralezas oficialmente ali ocupando-os. Seu vulto é visto às vezes na sede do extinto PT, que era conhecido como o partido dos trabalhadores, já foi chamado de Pobres de Terno mas que terminou a sua história como o Partido dos Trombadinhas. Alguém precisa decidir o que fazer com o corpo, a sua alma clama por um sepultamento de acordo com as tradições cristãs, tem gente que a vê e jura que sua alma ainda usa o Aerolula, outros a viram no programa político do extinto PT na televisão! Como tem gente alucinada, algumas até dizem que veem extraterrestres em Alto Paraíso em Goiás, tem gente que jura que os Extraterrestres lhes implantaram um chip no pescoço. Eu prefiro acreditar nas visões fantasmagóricas da Dilma na televisão, quem sabe pode ser uma mensagem do além nos alertando para enterrarmos ainda este ano seu corpo morto insepulto. Sinceramente não gosto de brincar com paranormalidades, eu preferiria que sua alma descansasse em paz, para isso temos que dar ao corpo morto de Dilma o destino honrado. Estamos esperando o anúncio oficial de sua passagem, mas a burocracia ainda não reconheceu o fato de sua morte, portanto seu estado legal continua desconhecido e irresoluto. Quem vai emitir a certidão de morte? Qual será a causa mortis da falecida, oficialmente declarada e aceita? Como sobreviverá o país sem a sua governanta maior? Sua alma angustiada deseja este fim, mas almas não falam, não conversam com os vivos. Alguém aí com a piedade humana por favor acabe com esse sofrimento de uma vez.

Capitalismo de aversão ao risco

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A aversão ao risco. Todo capital é avesso ao prejuízo. Isso nos leva à outra lei que é a da aversão do capital ao risco. Parece uma contradição que o empresário cultive a imagem de desbravador intemerato e resoluto que está sempre em busca de riscos e de grandes lucros. Não é bem assim. Uma coisa é associar o capitalista a grandes riscos. Outra coisa associar este comportamento aos visionários. A escalada da empresa Microsoft somente foi bem sucedida graças ao Peter Balman, advogado e guru de Bill Gates, este um gênio da informática no setor de software, mas um ingênuo empresário. Foi o advogado Balman quem orientou Bill a adquirir e destruir todos os concorrentes da Microsoft a começar pela própria IBM onde Gates começou vencendo uma licitação para fornecer provisoriamente o sistema operacional MS-DOD, para o primeiro computador desk top profissional de uma grande fabricante, a IBM, que pretendia substituir logo aquele sistema provisório, o sistema MS-DOS, pelo seu próprio sistema operacional, o Operanting System - OS. Para neutralizar a IBM Bill se valeu de duas táticas em sua estratégia para isolar a IBM: forneceu o seu sistema MS-DOS grátis para 80% dos usuários de microcomputador da IBM e abriu a arquitetura de seu sistema para que qualquer empresa ou usuário pudesse estudá-lo e com isso poder criar cada vez mais aplicativos compatíveis com o seu sistema operacional. Este sistema MS-DOS da Microsoft se tornou o padrão do mercado mundial somente sendo mais tarde superado pelo sistema Windows da então hegemônica Microsoft. Quando o mercado já estava embriagado com o sistema operacional da Microsoft esta começou desenvolver novas versões e desta vez fechou o segredo e começou a processar quem o copiasse ou quem o copia e distribui cópias piratas e não autorizadas. O restante da história do Windows todos conhecemos. Capitalistas são avessos aos riscos. Quem se arrisca são os aventureiros que não buscam o lucro, buscam apenas a aventura e a adrenalina para o coração. Capitalista só pisa firme no chão onde outros já pisaram e foram bem sucedidos. Um comandante de navio somente precisa saber o que ocorre em torno do seu navio até a linha do horizonte. Assim agem os capitalistas. Nunca se preocupam com o que acontece além da linha do horizonte. Voltando ao horizonte, se não fossem os governos não teríamos muitos avanços significativos nas ciências. Uma única pesquisa para o desenvolvimento de matrizes leiteiras de mais de sessenta litros de leite bovino requereu na Holanda, cujo nome é Países Baixos, cerca de sessenta anos de retrocruzamentos e seleção de matrizes. Que empresa despenderia sessenta anos de pesquisa? As pesquisas de peso são financiadas pelos governos, as pesquisas espaciais, as pesquisas astrofísicas que nem sabemos para quais fins comerciais servirão no futuro, e nem quando. Todos os limites e divisas internacionais foram estabelecidos em guerras, todo o desenho das fronteiras foram resultados das ações estatais, porque o maior empreendimento da história são as guerras, e todas as guerras são ações estatais. Foram os Estados quem patrocinaram as expedições de descobertas de novos continentes: de Colombo, Vasco da Gama até Pedro Álvares Cabral. Enfim, os capitalistas são imediatistas e impacientes, ao primeiro sinal de risco correm para o abrigo de seus capitais, os hedges. É esse comportamento de aflição agonístico que chamamos de mercado capitalista, outros preferem chamar de competição de mercado. É apenas e simplesmente comportamento predatório e anômico. Há cerca de trinta anos decidi investir na bolsa de ações através de uma corretora por indicação do meu pai. Ao invés de comprar um pacote de ações formatado com blue chips em preferi fazer a minha própria carteira de ações contrariando os conselheiros e os especialistas do mercado de capitais da minha corretora. Depois de utilizar um algoritmo que eu mesmo criei, o qual mantenho até hoje em segredo, fiz pesquisas detalhadas e pormenorizadas nos diários especializados em cotação das bolsas de valores e escolhi duas delas para formar a minha carteira de investimentos. Não tinha certeza alguma dos resultados, mas tinha uma diretiva que provou ser corretíssima. Os investidores e os capitalistas em geral são muito fáceis de serem manipulados por causa de sua impaciência para obterem lucros e por causa de seu comportamento de gado, ou seja: procuram estar sempre juntos com a corrente dos demais investidores e seguem tendências de movimentação dos grandes fluxos, nem sempre racionais e quase sempre sem consistência com a realidade das empresas e do sistema e dos ambientes financeiro e econômico. Ao final as suas expectativas acabam acontecendo porque eles construíram artificialmente as condições para que as suas expectativas se autoconfirmassem. Mas por pouco tempo. Assim foi feito. Joguei ao contrário da corrente do mercado. O que aconteceu? Sem que eu soubesse ou qualquer especialista desconfiasse as duas companhias as quais eu havia adquirido as ações e que ficaram em minha posse algumas dezenas de semanas sem que nenhuma movimentação anormal acontecesse com o pregão de variação no valor ou na quantidade daquelas ações despertasse alguma atenção ou interesse de qualquer corretora ou de qualquer especialista em ações e em qualquer especulador, eis que de repente a primeira daquelas duas empresas decidiu fazer uma reformulação internacional em suas atividades para racionalizar a produção. A outra empresa a qual eu havia procurado foi adquirida por um grande empreendedor e decidiu fechar o capital. Do primeiro caso eu havia adquirido o lote de mil ações pelo preço de 0,80 da moeda corrente da época, em poucos dias o mesmo lote de mil ações subiu para 8,00 da moeda corrente. Seu eu as vendesse naquele momento obteria o lucro fabuloso de mil por cento, mas decidi esperara mais um pouco antes de vendê-las por 32,00 da moeda corrente, ou seja: lucrei quarenta vezes o valor investido em menos de um ano. As ações chegaram a bater o teto de 64,00 antes de se estabilizarem e depois descerem a um patamar mais decente. O que quer que fosse que tivesse acontecido nada justificaria aquele aumento de oitenta vezes o valor das minhas ações! Apenas uma combinação de comportamento de gado e excesso de interesse para uma quantidade limitada de lotes de ações que se tornaram momentaneamente uma simples expectativa de um possível bom negócio e todos pensaram a mesma coisa ao mesmo tempo. Mas, o que pode ser muito bom para um pequeno grupo poderá ser um desastre para todos se todos pensarem e agirem ao mesmo tempo. Mas o mercado não tem racionalidade alguma, apenas reage ao passado, não tem projeto trans-horizonte algum. Apenas é responsivo aos estímulos-reflexos irracionais. Muito fácil colocar armadilhas para o mercado livre. Algumas leis severas existem para punirem os especuladores que sincronizam suas ações para induzirem o restante dos expectadores atraindo-os para uma armadilha especulativa. Mas nem precisaria de muito. O mercado é imanentemente estúpido como o estouro de uma boiada. A função dos governos seria ou deveria ser a de se descolar do mercado e criar demandas trans-horizonte onde o mercado sem o perceber estaria sendo moldado para agir e reagir em determinada direção predeterminada, mas quando os governos não conseguem projetar as tendências com a antecipação que se requer de um estadista então a profecia anunciada se autorealiza porque somos levados a autorealizá-las como o gado é levado inocentemente ao matadouro.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Crise Mundial

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Revista da Convergência Luziânia, 25 de agosto de 2015 O convergente e a Economia Quantas vezes assistimos aos profetas da Economia (ciência) tentarem desvendar e entenderem o que acontece no mundo das finanças, do comércio, da indústria e da Economia? O convergente não pode se deixar levar pelas idéias divergentes nem sempre conciliáveis das análises impostas pelos especialistas do terror, que em sua arrogância científica se tornam muitas vezes profetas do passado, já que quase nunca acertam em suas previsões. É que não acertam nem nas previsões para o passado da economia! Não conseguem acertar sobre o passado e isso se explica pela enorme quantidade de explicações fornecidas pela pletora de teorias econômicas, administrativas e sociológicas que disputam eternamente quem conseguiria modelar o comportamento do mercado. Desde que a primeira teoria econômica foi escrita por Adam Smith, liberalista, surgiram as mais exóticas e esotéricas que vão desde o mercado livre governado pela mão invisível, passando pela duríssima teoria Marxista do Capitalismo e sua contraparte o Comunismo, e entre estes extremos brigam outras, não menores, como a Fisiocracia, Teoria Monetarista, Teoria Utilitarista, Teoria da Roda de Inversão anticíclica como a de Keynes. Então vieram os neos, neo liberalistas, neo marxistas, neo keynesianos, neo fisiocratas, neo utilitaristas, neo monetaristas, neo desenvolvimentistas. Quem está com a razão? Onde anda a verdade? É possível fazer uma síntese de todas as teorias? As ondas vão e vêm, e eu tenho motivos para acreditar em esgotamento de modelos periodicamente. São os ciclos econômicos de Kondratieff na economia. Uma situação em que nos encontramos hoje, com forte queda no mercado de papéis o comportamento de gado dos investidores nos sugere que cada um aplica um dos desideratos da teoria dos jogos, onde cada aplicador, especulador, investidor procura ao seu modo saber o que o outro investidor, especulador ou aplicador pensa que o mercado vai fazer ou reagir a cada ação. É aquela situação na teoria dos Jogos, de outro economista chamado Simonsen, onde cada jogador tenta pensar o que o outro jogador pensa que ele pensa que o outro está pensando. Assim quando o pregão foi aberto na China no dia de ontem, logo as expectativas eram de queda dos papéis, o que eleva a expectativa dos investidores que estavam com papéis com potencial de desvalorização a se livrarem destes papéis na expectativa de trocarem ativos por outros mais seguros, esta perspectiva de segurança estava no dólar americano. Então, duas coisas poderiam acontecer: os papéis muito desvalorizados tem um potencial de lucros fabulosos no futuro, quanto ao dólar esta sobe rapidamente atingindo valores com expectativas de não devolverem a segurança desejada devido ao valor exageradamente elevado devido a corrida para adquiri-lo. O que fazer? Os movimentos do mercado não tem nada de racional. São intuitivos e descoordenados. O trabalho maior dos analistas é convergir estes movimentos através de sofisticados processos estatísticos, tentando extrair alguma correlação para justificar algum comportamento regular. Não que não seja possível. Mas, uma parte da metodologia de pesquisa, e a outra parte da metodologia científica rejeita este método chamando indevidamente de método indutivo. As correlações não prescindem de uma sólida plataforma explicativa baseada em alguma teoria conhecida. Porque não sendo assim não passa da pior forma de se empregar o empiricismo não científico, destorcendo todo o trabalho do criador do empiricismo August Comte. Ora, depois de um período de acumulação ou de transferência de capital, segundo o corolário da Lei de Soma Zero da Teoria dos Jogos, a riqueza de uns significa a pobreza de muitos, exceto na teoria fisiocrata. Essa acumulação temporária vai forçar a inversão do fluxo de riqueza obrigando ao deslocamento da acumulação no sentido inverso. Se isso não ocorre de modo planejado então pode ocorrer sem o desejo e sem as cautelas necessárias, por isso acontecem as crises do sistema econômico. Nenhuma surpresa. Tudo já estava agendado para acontecer, mas como humanos nos recusamos a aceitar o ciclo da vida. Nascimento, infância, esplendor da juventude, clamor da calmaria da fase adulta e depois a decadência da velhice. Assim são os ciclos econômicos, políticos e em todos os setores da atividade do universo. Nada muda no universo exceto as mudanças. Deveríamos estar acostumados a essa perspectiva universal, mas sempre esperamos a estabilidade. Vivemos em um universo em permanente transformação, umas cíclicas outras aos degraus com enorme ruptura das expectativas. As mudanças se dão por evolução ou pela revolução. Nada se repete no universo, segundo a lei da dialética. Nada é igual no universo. Esta expectativa de repetição viesada é a base da estatística e da probabilidade embutida na pascaliana ciência das possibilidades, de difícil compreesão pelos indutivistas sempre em busca das coincidências, pois essa é a expectativas das leis e das teorias científicas: a capacidade de previsibilidade sob condições de contorno, e dentro das variáveis controladas sine ceteris paribus. Conclusões: Estamos atravessando mais um dos ciclos de mudanças onde o novo ponto de equilíbrio será alcançado não sabemos quando nem onde se situará este ponto de sela, mas com toda a certeza é apenas um ciclo. Ainda não estamos psicologicamente preparados para vermos a vida como um ciclo, ou como uma sequencia de ciclos, por isso sempre estamos sobressaltados e desacostumados com qualquer mudança e com qualquer fato que nos desloque da posição de conforto, ou que nos impede de olharmos para além do horizonte. Mas isso é tema para um outro artigo.