Evangelho bíblico fenomenologico
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Viva a tristeza e a melancolia da alienação
Quem disse que para ser feliz precisa ter uma vida de abstinência de alegria ?
Muitas religiões seguem uma bula que exclui do crente, e proíbe o fiel de se divertir e ter alegria, por que acreditam que a alegria não pode levar à felicidade verdadeira.
Quanto mais ascética, quanto mais triste, quanto mais provação e sofrimento mais santa a sua vida pode se tornar.
Estas correntes filosóficas apenas repetem as experiências vivenciadas pelo ciclo dos gregos a cerca de dois mil e quinhentos anos passados.
Então uma corrente de gregos defendia o ascetismo para se alcançar a felicidade. O ascetismo é hoje representado pelos franciscanos, acreditam que uma vida bem regrada, sem luxos, sem excessos é o único caminho da perfeição espiritual.
Outros caminhos helenistas defendiam a apatia. Diziam que para sermos felizes não podemos ter desejos, pois os desejos não atendidos, ou frustrados levam à infelicidade, na impossibilidade de satisfazer algum desejo impossível; acreditam que devemos evitar desejar o que quer que seja, então devemos viver sem desejos, sem vontade, e sem cobiça e ambições.
Outro caminho do helenismo escolheu a vertente da dor chamado este ciclo de dor que depura a alma, o estoicismo.
Resumindo:
a) Ataraxia: é a busca da completa serenidade interior, pelo abandono total das perturbações produzidas pelo desejo, através do abandono total de todo desejo; é o desejo não realizado, não concretizado, que leva à frustração. E o principal de todos os desejos é o desejo de felicidade. A frustração levada às últimas consequências conduz à violência ou à apatia, tornando o indivíduo antissocial.
b) Epicurismo: ou hedonismo, seria a busca utilitarista da felicidade através do prazer, fazendo-se um balanço desta busca da felicidade através da economia e escolha racional entre o prazer e o dever, entre o sacrifício e o prazer, fugir da dor e do sacrifício desnecessário e improducente, minimizando as expectativas de sofrimento e maximizando as expectativas de prazer e de vantagens através do cálculo egoísta entre o dever e o prazer, entre o custo e o benefício.
c) Ceticismo: seria a busca racional da verdade absoluta pelo abandono de todas as idéias e noções pré-concebidas e apriorísticas; buscar a verdade livre de quaisquer condições preexistentes, epoché, imutáveis ou indiscutíveis, insofismáveis. tudo pode e deve ser questionado, examinado, verificado, investigado, posto à prova, nada pode ser desprezado ou excluído da censura e da dúvida.
Duvidar de conceitos e das verdades eternas e das afirmações insofismáveis.
Tudo pode ser questionado, verificado, discutido e modificado.
Tudo deve ser testado, demonstrado e atestado. Somente pode ser verdadeiro aquilo que sobreviver ao fato concreto. No limite, chega-se ao niilismo Nietzcheriano: nada é nada, nada é tudo, e tudo é nada, não existem propósitos nas ações e intenções humanas.
d) Justiça: a noção de justiça, representada pela balança, indica que os nossos atos não podem exceder nem ficarem aquém da medida certa e exata, nos momentos e lugares certos: sem excessos nem falhas, ou faltas. Sendo justos estaremos sempre mantendo o equilíbrio da balança; nem bondade, nem maldade; nem doar nem receber; nem retirar nem entregar nada que não seja direito. Cumprir os deveres na estrita medida do necessário.
e) Estoicismo: é aquela corrente filosófica que ficou conhecida por defender a importância do sacrifício pelo futuro, deixar de gastar hoje para usufruir depois, pois nada se consegue de útil sem sacrifício, sem o esforço devido. O sacrifício de agora, a poupança, a previdência, a prevenção, abstinência é que podem prover e determinar o amanhã.
A vida sem coragem para fazer renúncias, para abrir mão do imediatismo dionisíaco e das fantasias e dos sonhos acaba em arrependimento e frustração; o planejamento, a obstinação, a frugalidade, a simplicidade e a abnegação são os únicos caminhos para o sucesso.
A religião Igreja do Evangelho Fenomenológico Quântico não quer criar nenhum embaraço ou de qualquer privação para o estilo de vida de ninguém, nem regular o lazer, nem regular a dieta alimentícia, nem regular o que você bebe, nem regular como você se diverte onde e qual o dia da semana nem a hora nem o horário, nem como, por que a liberdade é inegociável, é um compromisso pessoal entre apenas o fiel e Deus, sem fiscais na terra. Amém.
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