Os Planos de Deus para a humanidade na era cibernética
“Crentes e clérigos costumam fazer a leitura de Gênesis teleologicamente, ou seja, buscam no erro de Eva a justificativa para a criação e extinção do Jardim do Éden. Errado. É a leitura do fim para o começo de tudo, como se tudo estivesse programado para dar errado. Não faz sentido um mundo premeditado, nem para Deus, Deus não seria tão tosco e superficial. Isto é uma concepção humana para Deus.”
(Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Catolicismo)
“Se as religiões não se descolarem de suas embalagens envelopadas e blindadas pela leitura embalsamada pelo tempo sem fazer-se as aproximações e contingenciamentos históricos a possibilidade de uma leitura descontextualizada sempre será um perigo para afastar os jovens e os intelectuais desta riqueza histórica que são os livros sagrados, escritos para uma época e à espera da interpretação para serem entendidos em um outro contexto de mais de dois mil anos de escrita, mais de treze mil anos de sua concepção.
A linguagem da Bíblia precisava ser entendida há treze mil anos passados, dentro da concepção de mundo da época, e precisa ser interpretada para ser entendida agora, treze mil anos depois.
Do mesmo modo, que no futuro se as arqueologias daqui a dez mil anos não souberem distinguir um conto do Homem Aranha, uma História de Romeu e Julieta, ou a Saga do Senhor dos Anéis, ou a estoria das calmarias do Atlântico que levaram casualmente ao descobrimento do Brasil, daquilo que foi a nossa verdadeira História - e já temos problemas demais até com a História moderna - sobre o que é verdade e o que seria apenas disputa políitica, nós hoje temos a obrigação de separar as lendas semitas do que era fato e história verdadeira, como as lendas de Noé, Adão e Eva, Jonas e a baleia, se não, nós estaremos nos comportando como os futuros arqueólogos do futuro que incidirem em crenças acríticas sobre o nosso presente.”
A História da humanidade vista da perspectiva divina é um conjunto de atos e fatos que não foram premeditados nem preconcebidos antecipadamente. Se o pecado de Eva pudesse ter sido previsto com antecedência por Deus, então, não o evitando, permitir que Eva cumprisse o seu destino, seria Deus cúmplice do pecado de Eva por concussão e prevaricação, pois Ele tudo sabe e tudo pode prever.
Que sentido teria a criação do paraíso para ver a sua criatura mais parfeita fracassar?
Não faz sentido pensar que Deus sabia ou esperava que Eva fosse cometer pecado, isso inviabiliza qualquer tentativa de entender a idéia conceito de livre arbítrio. Livre arbítrio significa que Deus nunca vai interferir na vontade humana, ficando assim esta decisão a única coisa que Deus não seja capaz de prever nem de se autoprevinir.
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