segunda-feira, 8 de abril de 2024

É desenvolvido por que é ateu, ou é ateu por que é desenvolvido?

 

É desenvolvido por que é ateu, ou é ateu por que é desenvolvido?


Não existe ainda esta teoria justificando ou correlacionando o ateísmo ao desenvolvimento social e econômico, muito pelo contrário, existe a teoria de Max Weber sobre a "Ética do protestantismo e o capitalismo". 

Existe em filosofia um princípio da força do discurso no capítulo da arte de falar e vencer discussões chamada de falácia ou sofística, os sofistas eram os embromadores que usavam de elencos de frases aparentemente concatenadas pelas palavras parônimas, e paralogia que pareciam lógicas, o que em técnica de pesquisa científica se chama manipulação espúria de estatísticas, a coincidência pura de números não é prova de fatos correlacionados, existe a tentação de associação entre resultados coincidentes que sem uma explicação teórica, não passam de meras coincidências, e em Matemática isto pode ser uma armadilha que os matemáticos evitam a todo os custos. 

A coincidência dos números chamada numerologia é uma religião criada pelos pitagóricos, dessa armadilha o caso mais famoso foi dos geômetras que confundiram pela coincidência perfeita entre os polígonos perfeitos e regulares as órbitas dos cinco planetas que deu ao astrônomo Copérnico a primeira lei matemática celeste planetária, a correspondência parecia perfeita, o problema é que foram descobertos depois disso os demais planetas e faltaram novos polígonos para completar a série matemática e geométrica, desse erro os matemáticos nunca mais cometeram, como a sequência de primos, a sequência de Fibonacci, números Kaprekar, p-ádico, servem para absolutamente nada a não ser como uma grande curiosidade e coincidência notável como por exemplo o ciclo lunar da duração do dia lunar ser igual ao ciclo de órbita lunar que nos impede de enxergar uma face da lua daqui da terra. 

São os chamados erros de regressão quando se aplica indiscriminadamente o método indutivo criando correlações espúrias, extraindo padrões inexistentes que não podem ser explicados fora dos números sem um contexto de justificação que associe as variáveis independentes da variável dependente. 

Para isto existe no teste de hipótese: a hipótese de nulidade, ou a hipótese zero, nula, onde a refutação dela ou não, apenas rejeita a premissa inicial. 

Com a prova da inexistência de Deus, ou, da inocência de um acusado de crime. Só se pode provar o que existe. Não existe prova da ausência, mas por eliminação se prova a presença em outro local no mesmo instante, o que elimina a ubiquidade que seria estar em dois lugares ao mesmo tempo, isto é a hipótese de nulidade. 

Nunca saberemos se, por acaso, sem a anterioridade do cristianismo protestante, se a Dinamarca seria um país avançado socialmente porque é uma hipótese impossível, h0. 

Sabemos que a base histórica destes países nórdicos foi o protestantismo calvinista e a base econômica foi o capitalismo, precisa-se de uma teoria associando o ateísmo ao progresso porque existe já a teoria associando o progresso econômico ao protestantismo, além do mais são países socialistas constituídos sobre uma base muito avançada de um capitalismo avançado, ao contrário da URSS que fez um comunismo sem a base anterior ao capitalismo, que não foi o caso da China cujo desenvolvimento das instituições capitalistas remontam da era de Confúcio copiadas por Max Weber embora não explicitamente reconhecidas quando chama de dominação tradicional em vez de dominação racional, mas isto são idiossincrasias de um eurocêntrico.

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